:: Da redação
:: Convergência Digital :: 08/10/2007
Após o desempenho histórico registrado em 2005, quando o mercado brasileiro de outsourcing de impressão alcançou um aumento recorde de 42,5%, novamente o crescimento acelerado acima de dois dígitos apontado em 2006 manteve o País na liderança absoluta da região.
No total, foram 10,7 bilhões de páginas impressas com tal serviço no ano passado, o que representou um crescimento de 28,8%, além da constatação de que mais de 60% dos serviços contratados em toda a região são provenientes do Brasil.
Segundo Luciano Crippa, analista da IDC responsável pelo estudo Latin America Printing Outsourcing 2007, os resultados comprovam que o Brasil é um caso de sucesso na terceirização de impressão.
“E além do destaque regional, nosso país começa a ganhar destaque mundial, com muitas empresas multinacionais que iniciaram a contratação dos serviços no Brasil replicando operações de roll-out´s entre suas subsidiárias localizadas nos outros países da região latino-americana", destaca o analista.
Surpresa: Governo ainda fora da “onda”
O crescimento brasileiro em outsourcing de impressão indica a saída da primeira fase, onde o foco das empresas está em adquirir TI para reduzir custos, para uma segunda etapa, mais madura, que objetiva a procura pela terceirização dos processos de negócios (BPO).
“Isso não implica, entretanto, que o Brasil tenha atingido plena maturidade nos serviços de outsourcing de impressão. O crescimento acima de dois dígitos indica justamente ser um mercado em ascensão, porém não estabilizado", explica Crippa.
Os maiores contratos continuam sendo fechados, principalmente, pelas empresas dos segmentos de finanças e manufatura, entretanto, aderidos de forma geral por companhias de grande porte de todas as verticais.
O que se observa agora em 2007 é uma movimentação dos fabricantes de impressoras em treinar seu canal de revendas para prestar os serviços de outsourcing de impressão às pequenas e médias empresas. Crippa destaca ainda a indicação dada pelo estudo quanto à ausência destes contratos no Governo brasileiro.
“Apesar de não ter o perfil de um “early adopter", o segmento de Governo sempre foi um dos maiores investidores em tecnologia no Brasil. É estranho notar que o Governo ainda investe bastante em hardware e software, com poucas iniciativas na contratação de serviços de TI. O esperado é que este segmento concretize seus investimentos neste tipo de solução em 2008, seguindo os passos do Governo mexicano", conclui o executivo da IDC.
http://www.convergenciadigital.com.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=10278&sid=16
Segundo a IDC, o mercado brasileiro de outsourcing movimentou cerca de 5 bilhões de reais no ano passado e deverá crescer para quase 12 bilhões ao longo dos próximos quatro anos.
Por Camila Fusco, do Computerworld
publicado em 13/07/2007
O mercado brasileiro de outsourcing movimentou cerca de 5 bilhões de reais no ano passado e deverá crescer para quase 12 bilhões de reais ao longo dos próximos quatro anos.
Segundo a IDC, entre os serviços do gênero que estarão em alta no período estão outsourcing total, de infra-estrutura, de aplicativos, hosting e software como serviço.
O segundo setor que deverá apresentar crescimento expressivo no período é o de
integração e desenvolvimento, que verá suas receitas de cerca de 4 bilhões de reais geradas em 2006 saltarem para mais de 7 bilhões de reais.
A área de instalação e suporte aparece na seqüência, chegando a 6 bilhões de reais, frente a menos de 4 bilhões em 2006. Consultoria atingirá cerca de 3 bilhões de reais, comparados a 2 bilhões registrados no ano passado.
Educação e treinamento ainda representarão uma parte modesta das atividades, com menos de dois bilhões de reais nos próximos quatro anos.
“Mega-deals” estão vivos
Os contratos de outsourcing avaliados em mais de 1 bilhão de dólares por ano permaneceram fortes no ano passado, contrariando muitas previsões mundiais. Segundo um levantamento com 169 companhias globais, foram localizados 26 desses contratos, frente a 22 em 2000.
Entretanto, nesse período houve um crescimento expressivo de contratos de BPO nesse patamar: o volume de dois saltou para sete no ano passado.
O número de empresas que participam de contratos de mais de 50 milhões de dólares também cresceu, de 54 em 2002 para 110 em 2006.
No Brasil, a IBM detém a maioria dos contratos de terceirização, com mais de 40% dos 100 maiores contratos do País. Em segundo lugar aparece a Tivit, com pouco mais de 15% e a EDS em terceiro lugar, com cerca de 10% dessa base.
Atualmente, manufatura é o segmento que mais gera contratos de terceirização (44% do total). Na seqüência aparece o setor de Serviços e o de Finanças.
http://www.channelworld.com.br/mercado/2007/07/13/idgnoticia.2007-07-12.9001597742/
Em pesquisa realizada com 2.850 empresas de todo o Brasil, o Anuário Brasileiro do Setor de Serviços, de 2007/2008 mostra que 92% das empresas acreditam que outsourcing é uma tendência mundial; e 86% já utilizou ou utiliza algum tipo de serviço de outsourcing.
Manter o foco no seu core business é o principal objetivo para a contratação de uma empresa de outsourcing. Noventa e um por cento das empresas pesquisadas pelo anuário disseram que esta contratação tem este objetivo. Isso comprova que a prática já faz parte do dia-a-dia das organizações na busca por maior participação em seus mercados de atuação.
A realização da prática de outsourcing começou em meados da Segunda Guerra Mundial, quando a indústria bélica americana, devido a enorme demanda, estava em franco crescimento. Para tentar suprir os pedidos de armamentos, as empresas contrataram alguns serviços de outras companhias.
No Brasil, esta prática levou mais algum tempo para chegar. Inicialmente, o conceito de terceirização foi disseminado entre as empresas, oferecendo ganhos de produtividade. Com a evolução das empresas e do mercado, as necessidades na área aumentaram.
Até o final da década de 60, a técnica parecia que nunca se estabeleceria no País. Porém, em 1970, foi criada a Associação Brasileira de Empresas de Serviços Terceirizáveis e de Trabalho Temporário. Quatro anos depois, foi regulamentada a Lei 6.019, constando que o trabalho temporário é aquele prestado por pessoa física a uma empresa para atender à necessidade transitória de substituição de pessoal regular e permanente ou acréscimo extraordinário de serviço. Estes foram dois grandes passos para o trabalho de outsourcing se estabelecer definitivamente no Brasil.
No final dos anos 80, os serviços na área eram basicamente de limpeza, vigilância, alimentação e segurança. Na década seguinte, atingiram outras atividades das empresas. O crescimento de serviços de outsourcing na geração de empregos entre 1985 e 1995, representou mais de 70%, sendo o setor que mais expandiu nas regiões metropolitanas. Em 1998, foi criado o Projeto de Lei 4.302, que atualiza a Lei 6.019/74 e regulamenta a terceirização.
Assim, o setor de outsourcing no Brasil passou a acompanhar o crescimento mundial da prática. Com a industrialização e a urbanização acelerada, houve um grande aumento da participação do segmento na economia. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Ministério do Trabalho, em pesquisa realizada pela Universidade de Campinas (Unicamp), apontaram que entre 1995 e 2005 os serviços de outsourcing criaram 2,3 milhões de empregos formais, o que equivale a 33,8% dos postos de trabalho do setor privado.
De acordo com o Anuário Brasileiro do Setor de Serviços, dois fenômenos estiveram presentes na história destas atividades no século XX. O primeiro, se refere ao crescimento quantitativo destas atividades, em termos da geração de emprego e de produto; o outro, se relaciona à diversificação das atividades do setor.
Atualmente, os setores a utilizarem os produtos oferecidos por empresas de outsourcing incluem TI, administração geral, tributárias, recursos humanos, contábil, finanças, dentre outros. Os ganhos com a prática de outsourcing obtiveram muita importância e são imensos para as contratantes, como desenvolvimento econômico, especialização de serviços, competitividade, aumento de qualidade, controles adequados, diminuição de desperdício, valorização dos talentos humanos e maior lucratividade e crescimento. Ou seja, passaram a ser imprescindíveis na manutenção e conquista de mercado.
Nos últimos anos, diversos projetos sobre terceirização foram apresentados no Congresso Nacional objetivando aperfeiçoar a lei na área. Atualmente, dois deles foram consolidados em um e tramita nas comissões de trabalho da casa. Conforme descreve este texto, o outsourcing vem gerando emprego há anos. Portanto, torna-se imprescindível que a nova lei que está sendo escrita para o segmento não ameace a sua consolidação.
. Por: Roni de Oliveira Franco é sócio da Trevisan Outsourcing e professor da Trevisan Escola de Negócios. | Email: roni@trevisan.com.br
Mercado de outsourcing de impressão no Brasil deve crescer até 25% neste ano, diz HP
SÃO PAULO - O mercado brasileiro de outsourcing (terceirização) de sistemas de imagem e impressão já é maior, proporcionalmente, que o dos EUA. Mais do que isso, deve crescer a taxas muito superiores à média do mercado neste ano, de até 25%, segundo avalia a Hewlett Packard (HP), líder nesse segmento.
De acordo com o diretor de vendas da divisão de Imagem e Impressão da HP para a América Latina, Marcos Razon, o outsourcing representa 80% dos negócios fechados por sua divisão com empresas brasileiras. Em comparação, a HP México obtém apenas 40% de sua receita com o outsourcing prestado a empresas daquele país, o segundo mais importante na região. Na média para a América Latina, a HP obtém 30% de seu faturamento com esse tipo de serviço.
“Em dois anos o Brasil deve representar 50% do mercado latino-americano para a divisão de Imagem e Impressão, incluindo aí nessa conta o México", diz Razon. “O crescimento dos negócios no Brasil será de dois dígitos neste ano e pode muito bem chegar a 20%, 25%", acrescenta, afirmando que a média estimada pela HP para o mercado é de expansão entre 5% e 6% neste ano. Em 2007, o mercado brasileiro cresceu 15%.
O executivo explica que isso é uma mostra de maturidade do mercado brasileiro que, em sua avaliação, já está, proporcionalmente, mais avançado no processo de outsourcing que os EUA. “Não adianta ter o melhor serviço e os melhores produtos e oferecê-los num mercado que não está preparado. Os números comprovam que o Brasil está", avalia.
Apostando que o grupo emergente dos BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) será o que vai registrar o maior crescimento na área de impressão no mundo este ano - e no futuro próximo -, a HP decidiu reorganizar sua estrutura para suportar uma operação mais verticalizada. Dessa forma, vai concentrar esforços em três grandes segmentos: o financeiro, o de manufatura (que inclui distribuição e varejo) e o de governo. Sendo o único país do grupo na América Latina, o Brasil terá praticamente toda a atenção da HP neste ano.
Um exemplo disso, diz Rozan, é que a divisão vai gastar 90% de seu orçamento para investimento operacional deste ano na contratação de pessoal no Brasil. “Uma das nossas necessidades é aumentar o pessoal de vendas no país, descentralizando um pouco nossa operação para captar clientes em regiões que hoje não são tão bem atendidas", afirma o executivo.
De acordo com o diretor de vendas da divisão de Imagem e Impressão da HP Brasil, Renato Ferreira, o país passa agora pela segunda “onda” de outsourcing. Segundo ele, agora as empresas querem que esse tipo de serviços as ajude a melhorar sua lucratividade, não apenas reduzir custos. Na sua área de atuação, isso representa maior velocidade em processos, que podem ser a diferença entre fechar um negócio ou perder o cliente.
“Essa segunda onda de outsourcing é para elevar os resultados das empresas, utilizando as facilidades que a tecnologia de imagem e impressão pode oferecer, como acelerar os processos que envolvem coleta de documentos e dar mais rapidez a transações comerciais", exemplifica.
Segundo os executivos, o trabalho até aqui realizado pela HP tem sido na redução de custos para as empresas. Numa das modalidades de outsourcing que oferecem, que inclui a gestão do parque de impressoras da companhia, há a possibilidade de adotar regras de controle de uso e identificação de origem dos trabalhos de impressão realizados. “Apenas com esse sistema controlado, conseguimos uma economia de entre 15% e 20% nos gastos de imagem e impressão para os clientes", diz Rozan. “É o efeito Big Brother", acrescenta.
Agora, porém, a HP acredita que é tempo de aproveitar melhor a segunda onda. “Uma empresa só melhora seu resultado de duas formas: cortando custos e aumentando as vendas. A primeira parte já está em andamento, agora resta trabalhar para ajudar os clientes a aumentarem seu faturamento", diz o executivo.
(José Sergio Osse | Valor Online)
:: Next Page >>

